terça-feira, março 18, 2014
Sacrificada
A Buscadora me observava atentamente enquanto eu e Mel brigávamos.
Não, Peg, não!
Não seja estúpida, Mel, você mais que todos devia ver o potencial dessa escolha. Não é isso que você quer?
Mas mesmo enquanto eu tentava ver o final feliz, não conseguia escapar do horror dessa escolha. Esse era o segredo que eu devia morrer para proteger. A informação que eu estive desesperada para manter em segurança, independente das torturas que me infligissem.
Esse não era o tipo de tortura que eu esperava; uma crise pessoal de consciência, confundida e complicada pelo amor por minha família humana. Mas mesmo assim, muito dolorosa.
Eu não podia dizer mais que era uma expatriada se fizesse isso. Não, eu seria simplesmente uma traidora.
Não por ela, Peg! Não por ela! Mel rugia.
Eu devia esperar? Até eles pegarem outra alma? Uma alma inocente que eu não tenha razão para odiar? Eu terei que tomar essa decisão alguma hora.
Não agora! Espere! Pense sobre isso!
Meus estômago se contraiu novamente, e eu tive que inclinar meu corpo para frente para poder respirar.
— Peg? — Jeb chamou com preocupação.
Eu poderia fazer isso, Mel. Eu poderia achar uma justificativa para deixá-la morrer se ela fosse uma dessas almas inocentes. Eu poderia deixá-la morrer se fosse esse o caso. Eu poderia confiar em mim mesma para tomar uma decisão objetiva.
Mas ela é horrível, Peg. Nós a odiamos!
Exatamente. E eu não posso confiar em mim mesma. Olhe como eu quase não vi a resposta...
— Peg, você está bem?
A Buscadora olhou além de mim, em direção a voz de Jeb.
— Tudo bem, Jeb — consegui dizer. Minha voz estava fraca. Eu me surpreendi de como soava mal.
Os olhos escuros da Buscadora iam de mim para ele, insegura. Então ela se afastou de mim, se encolhendo contra a parede. Eu reconheci a posição – lembrava exatamente do sentimento que me levara a adotá-la.
Uma mão gentil tocou meu ombro e me girou.
— O que está acontecendo com você, querida? — Jeb perguntou.
— Eu preciso de um minuto — lhe disse sem fôlego. Eu olhei diretamente em seus olhos e disse algo que não era definitivamente uma mentira. — Eu tenho mais uma pergunta. Mas eu realmente preciso de um minuto. Você pode... esperar?
— Claro, nós podemos esperar mais um pouco. Descanse um pouco.
Eu concordei com a cabeça e caminhei o mais rapidamente que podia para fora da prisão. Minhas pernas estavam rígidas no início, mas encontrei meu ritmo enquanto caminhava. Quando passei por Aaron e Brandt, eu estava quase correndo.
— O que aconteceu? — ouvi Aaron murmurar para Brandt, sua voz surpresa.
Eu não tinha muita certeza de onde me esconder para pensar. Meus pés, como se estivessem no piloto automático, me levaram pelos corredores até meu quarto de dormir. Eu esperava que estivesse vazio.
Estava escuro, quase nenhuma luz das estrelas brilhando pelas rachaduras do teto. Eu não vi Lily até tropeçar nela no escuro.
Quase não reconheci seu rosto inchado de lágrimas. Ela estava sentada enrolada em si mesma no meio da passagem. Seus olhos muito abertos, não exatamente compreendendo quem eu era.
— Por quê? — ela me perguntou.
Eu a encarei sem palavras.
— Eu disse que a vida e o amor continuavam. Mas por que continuam? Não deviam. Não mais. Qual o propósito?
— Eu não sei, Lily. Eu não sei qual o propósito.
— Por quê? — ela perguntou novamente, não falando mais comigo. Seus olhos límpidos olhavam direto através de mim.
Eu passei cuidadosamente por ela e corri para o meu quarto. Eu tinha minha própria pergunta para ser respondida.
Para o meu enorme alivio, o quarto estava vazio. Eu me joguei, rosto para baixo, no colchão onde Jamie e eu dormíamos. Quando eu disse a Jeb que tinha mais uma pergunta, era verdade. Mas a pergunta não era para a Buscadora, era para mim.
A pergunta era se eu faria, e não se eu conseguiria. Eu poderia salvar a vida dela. Eu sabia como. Não arriscaria a vida de ninguém aqui. Exceto a minha. Eu teria que fazer uma troca.
Não, Melanie tentava pensar firme apesar do pânico.
Por favor, deixe-me pensar.
Não.
Melanie. É inevitável. Eu posso ver isso agora. Devia ter visto isso antes. É tão óbvio.
Não, não é.
Eu lembrava de nossa conversa quando Jamie estava doente. Quando estávamos fazendo as pazes, eu disse que não iria suprimi-la e que lamentava que não pudesse dar mais do que isso.
Não era bem uma mentira, apenas uma frase inacabada. Eu não podia dar mais do que isso – e continuar viva.
A mentira de verdade foi a que dei para Jared. Eu disse a ele, poucos segundos depois, que não sabia como fazer eu mesma não existir. No contexto de nossa conversa, era verdade. Eu não sabia como desaparecer, aqui dentro de Melanie. Mas estava surpresa de não ter visto a mentira óbvia, não vi lá o que eu via agora.
Claro que eu sabia como me fazer desaparecer. É só que eu nunca havia considerado essa opção, a traição máxima que ela significaria para cada alma desse planeta.
Se os humanos tivessem essa resposta, a resposta pela qual matariam várias vezes para conseguir, me custaria algo.
Não, Peg!
Você não quer ser livre?
Uma longa pausa.
Eu não pediria isso, ela finalmente disse. E eu não faria a mesma coisa por você. E com certeza eu não faria pela Buscadora.
Você não tem que pedir. Eu me ofereceria... eventualmente.
Por que você faria isso?, ela exigiu saber, seu tom quase um soluço. Isso me tocou. Esperei que ela ficasse feliz.
Em parte por causa deles, Jared e Jamie. Eu posso dar a eles o mundo todo, tudo o que querem. Eu posso lhes dar você. Eu provavelmente perceberia isso... alguma dia. Quem sabe? Talvez Jared pedisse. Você sabe que eu não diria não.
Ian tem razão. Você é muito abnegada. Não tem limites. Você precisa de limites, Peg!
Ah, Ian, gemi. Uma nova dor passou por mim, surpreendentemente perto do coração.
Você vai tirar o mundo inteiro dele. Tudo que ele quer.
Nunca daria certo com Ian. Não neste corpo, mesmo que Ian o ame, o corpo não o ama.
Peg, eu... Melanie lutava para encontrar palavras. A alegria que eu esperava não veio ainda. E novamente, fiquei tocada. Eu não acho que posso deixar você fazer isso. Você é mais importante que isso. Em uma perspectiva mais ampla, você tem muito mais valor do que eu. Você pode ajudá-los, você pode salvá-los. Eu não posso fazer isso. Você tem que ficar.
Eu não vejo outra saída Mel. Nem sei como não vi isso antes. Me parece tão óbvio. Claro que eu tenho que ir. Claro que eu tenho que te libertar, eu já sabia que as almas estavam erradas em vir aqui. Então eu não tenho outra escolha a não ser fazer o que é certo e partir. Todos vocês sobreviveram sem mim antes, farão isso novamente. Você aprendeu tanto sobre as outras almas comigo – você os ajudará. Você não consegue ver? Esse é o final feliz. É assim que eles precisam que essa história termine. Eu posso dar-lhes esperança. Posso dar-lhes... não um futuro. Talvez não isso. Mas o máximo que eu puder, tudo o que eu puder dar.
Não, Peg, Não.
Ela estava chorando, ficando incoerente. Sua tristeza trouxe lágrimas aos meus olhos. Eu não fazia ideia que ela se importava tanto comigo. Quase tanto quanto eu me importava com ela. Eu realmente não havia percebido que nós nos amávamos.
Mesmo se Jared nunca me pedisse isso, mesmo se ele nem existisse... Uma vez que esse caminho houvesse surgido para mim, eu teria que segui-lo. Eu a amava a esse ponto.
Não era de admirar que a taxa de sucesso com hospedeiros resistentes aqui na terra fosse tão baixa. Uma vez que aprendíamos a amar nossos hospedeiros humanos, que chance nós, almas, tínhamos? Não podíamos viver à custa de alguém que amávamos. Não uma alma. Uma alma não conseguiria viver assim.
Eu me virei, e à luz das estrelas, olhei meu corpo.
Minhas mãos estavam sujas e arranhadas, mas sob as marcas superficiais, eram bonitas. A pele era bonita, bronzeada; mesmo nessa luz era bonita. As unhas estavam roídas e curtas, mas ainda assim macias e saudáveis, com pequenas meias-luas na base. Eu movi os dedos, vendo os músculos moverem os ossos de forma graciosa.
Eu corri os dedos pelos cabelos. Estavam quase no ombro agora. Mel iria gostar disso. Após algumas semanas usando xampu em quartos de hotéis e vitaminas, eles estavam brilhantes e macios. Estiquei os braços o máximo que consegui, estalando as juntas. Meus braços eram fortes. Eu podia escalar, carregar peso. Eles podiam arar um campo. Mas eles eram macios. Podiam segurar uma criança, confortar um amigo, amar... mas isso não era para mim.
Respirei fundo, as lágrimas desciam pelo canto dos meus olhos, pela têmpora até o meu cabelo.
Tencionei os músculos das minhas pernas, senti sua força e velocidade prontas. Eu queria correr, ter um campo aberto onde eu pudesse correr só para ver o quão rápido eu podia ir. Queria fazer isso descalça, para sentir a terra sob meus pés. Queria sentir o vento nos meus cabelos. Queria que chovesse, para sentir o cheiro da chuva enquanto corria.
Meus pés flexionados e esticados lentamente, ao ritmo da minha respiração. Para dentro e para fora. Flexão e ponta. Era agradável.
Acariciei meu rosto com a ponta de meus dedos. Eles eram mornos na minha pele, pele que era macia e bonita. Eu estava feliz de devolver o rosto de Melanie do jeito que ele era. Fechei os olhos e passei os dedos pelas pálpebras. Eu vivi em muitos corpos, mas nunca um que eu amei assim. Nunca um que eu adorasse dessa forma. E claro, era desse que eu tinha que desistir.
A ironia me fez rir, e eu me concentrei em sentir o ar que passava em pequenas bolhas pelo meu peito e garganta. Risadas eram como uma brisa leve – limpavam o caminho pelo meu corpo, fazendo tudo sentir melhor. As outras espécies também tinham esse remédio tão simples? Eu não consegui lembrar de nenhuma.
Toquei meus lábios e lembrei da sensação de beijar Jared e da sensação de beijar Ian. Nem todo mundo tinha a chance de beijar tantos corpos bonitos, eu tive mais que alguns, mesmo nesse curto espaço de tempo.
Mas foi tão curto! Talvez um ano, eu não tinha muita certeza. Só um curto espaço de tempo nesse planeta azul e verde que girava em torno dessa estrela excepcionalmente amarela. A vida mais curta de todas as que vivi.
A mais curta, mais importante, mais sofrida das vidas. A vida que para sempre me definiria. A vida que finalmente me ligaria a uma estrela, a um planeta, a uma pequena família de estranhos. Um pouco mais de tempo... isso seria tão errado?
Não, Melanie suspirou. Tome mais um pouco de tempo.
Você nunca sabe mais quanto tempo vai ter, murmurei de volta.
Mas eu sabia. Eu sabia exatamente quanto tempo eu tinha. Eu não podia tomar mais tempo. Meu tempo tinha acabado.
Eu estava indo embora. Eu tinha que fazer a coisa certa, ser meu verdadeiro eu, no curto tempo que eu tinha. Com um suspiro que pareceu vir das profundezas de todo o meu corpo, levantei.
Aaron e Brandt não esperariam para sempre. E agora eu tinha algumas perguntas que precisava de respostas. Dessa vez, as perguntas eram para Doc.
As cavernas estavam cheias de olhos tristes e baixos. Foi fácil caminhar sem ser notada. Ninguém se importava com o que eu estava fazendo agora, exceto talvez Jeb, Aaron e Brandt, e eles não estavam ali.
Eu não tinha um campo aberto e com chuva, mas pelo menos tinha o longo túnel sul. Estava muito escuro para correr na velocidade que eu queria, mas eu mantive um bom ritmo. Era bom sentir os músculos se aquecendo.
Eu esperava encontrar Doc lá, mas eu esperaria se fosse preciso. Ele estaria sozinho. Pobre Doc, era assim que ele ficava a maior parte do tempo.
Doc estava dormindo sozinho no hospital desde a noite em que nós salvamos a vida de Jamie. Sharon tirou as coisas dela do quarto e foi para o quarto da mãe, e Doc não queria dormir no quarto vazio.
Tanto ódio. Sharon preferia matar a própria felicidade e a de Doc também, do que perdoar ele por me ajudar a curar Jamie. Sharon e Maggie mal chegavam a ser notadas nas cavernas. Elas olhavam direto pelas pessoas agora, da forma como costumavam olhar para mim. Eu me perguntava se isso acabaria agora que eu iria partir, ou se elas estavam tão rígidas em seus desgostos que isso duraria até ser tarde demais para mudarem.
Que forma extraordinariamente estúpida de desperdiçar tempo.
Pela primeira vez o túnel sul pareceu curto. Eu achava que só tinha corrido a metade dele quando vi a luz difusa de Doc iluminando o arco da entrada. Ele estava em casa.
Diminuí para uma caminhada antes de interrompê-lo. Eu não queria assustá-lo, fazê-lo pensar que havia uma emergência. Eu ainda estava um pouco afobada, sem fôlego, quando apareci na porta. Ele pulou atrás da mesa. O livro em suas mãos caiu.
— Peg? Algo errado?
— Não, Doc — eu o assegurei. — Está tudo bem.
— Alguém precisa de mim?
— Só eu — lhe o dei um sorriso fraco.
Ele deu a volta na mesa para me alcançar, olhos cheios de curiosidade. Ela parou a meio passo de mim e ergueu uma sobrancelha. Seu longo rosto era gentil. Era difícil lembrar de como ele parecia um monstro para mim antes.
— Você é um homem de palavra — comecei.
Ele acenou e abriu a boca para falar, mas eu ergui uma mão.
— Ninguém jamais será capaz de pôr isso à prova como eu vou fazer agora — avisei-o.
Ele esperou, os olhos confusos.
Eu respirei fundo, senti o ar expandir meus pulmões.
— Eu sei como fazer o que você vem acabando com tantas vidas para descobrir. Eu sei como tirar as almas do corpo de vocês sem machucar nenhum dos dois. Claro que eu sei. Todos nós temos que saber, para o caso de uma emergência. Eu até fiz o procedimento de emergência uma vez, quando era Urso.
Eu o encarei, esperando sua resposta. Ele levou um longo momento, e seus olhos ficavam mais arregalados a cada instante.
— Por que você está me dizendo isso? — ele finalmente disse.
— Por que eu... eu vou te dar o conhecimento que você precisa — ergui a mão novamente. — Mas somente se você der o que eu quero em retorno. Eu já estou te avisando, não será fácil para você dar o que quero, assim como não será fácil para mim dar o que você quer.
Seu rosto estava mais duro do que eu jamais vi.
— Diga seus termos.
— Você não pode matá-las – as almas que remover. Você tem que me dar sua palavra... seu juramento... prometer que dará a elas um salvo-conduto para outra vida. Isso significa algum perigo, você precisará de criotanques, e terá que enviar essas almas para outro planeta, mandá-las para outro mundo para viver. Mas elas não serão capazes de prejudicar vocês. Quando alcançarem seu próximo planeta, seus netos já estarão mortos.
Minhas condições diminuiriam minha culpa? Apenas se eu confiasse em Doc.
Ele estava pensando profundamente enquanto eu explicava. Eu observava seu rosto para ver o que ele pensava da minha exigência. Ele não parecia com raiva, mas seus olhos ainda estavam arregalados.
— Você não quer que matemos a Buscadora? — ele adivinhou.
Eu não respondi, porque ele não entenderia minha resposta. Eu queria sim que eles a matassem. Esse era o problema. Ao invés disso eu expliquei melhor.
— Ela será a primeira, o teste. Eu quero garantir, enquanto ainda estou aqui, que você seguirá o plano direito. Eu mesma farei a separação. Quando ela estiver a salvo, te ensinarei como fazer.
— Em quem?
— Almas sequestradas. Como antes. Eu não posso garantir que as mentes humanas vão voltar, não posso garantir que os apagados retornarão. Veremos com a Buscadora.
Doc piscou, processando algo.
— Como assim, enquanto você estiver aqui? Você vai partir?
Eu o encarei, esperando a compreensão chegar. Ele me encarou de volta sem compreender.
— Você não percebe o que estou lhe dando? — murmurei.
Finalmente, compreensão apareceu em suas feições.
Eu falei rápido, antes que ele pudesse falar.
— Há uma coisa mais que quero pedir, Doc. Eu não quero... eu não serei enviada para outro planeta. Esse é o meu planeta, de verdade. E mesmo assim não há espaço aqui para mim. Então... eu sei que isso pode... ofender alguns dos outros. Não lhes conte se você achar que eles não permitirão. Minta se precisar. Mas eu gostaria de ser enterrada com Walter e Wes. Você pode fazer isso por mim? Eu não vou tomar muito espaço — sorri debilmente outra vez.
Não! Melanie gritava. Não, não, não, não...
— Não, Peg — Doc objetou também, com a expressão chocada.
— Por favor, Doc — sussurrei, tentando ignorar o protesto em minha cabeça que estava ficando mais alto. — Eu não acho que Walt ou Wes se importariam.
— Não foi isso que eu quis dizer! Eu não posso matar você, Peg. Ugh! Estou cansado de mortes, cansado de matar meus amigos. — A voz de Doc sumiu em um soluço.
Eu coloquei minha mão em seu braço, acariciando.
— Pessoas morrem aqui. Acontece.
Kyle havia dito algo assim. Engraçado eu usar citações de Kyle duas vezes na mesma noite, logo Kyle.
— E quanto a Jamie e Jared? — Doc perguntou em uma voz estrangulada.
— Eles terão Melanie. Eles ficarão bem.
— Ian?
— Estará melhor sem mim — disse entre os dentes.
Doc sacudiu a cabeça, secou os olhos.
— Eu preciso pensar nisso, Peg.
— Nós não tempos muito tempo. Eles não esperarão para sempre para matar a Buscadora.
— Não é sobre essa parte. Eu concordo com esses termos. Mas eu não acho que conseguirei matar você.
— É tudo ou nada, Doc. Você tem que decidir imediatamente. E... — percebi que tinha mais uma exigência. — E você não pode dizer a mais ninguém sobre essa última parte do acordo. Ninguém. Esses são os meus termos, os aceite ou não. Você quer saber como remover uma alma de um corpo humano?
Doc sacudiu a cabeça.
— Deixe-me pensar.
— Você já sabe a resposta Doc. É isso o que vocês vem procurando.
Ele só continuava sacudindo a cabeça lentamente de um lado para outro.
Eu ignorei esse símbolo de negação porque ambos sabíamos que sua escolha já havia sido feita.
— Eu vou atrás de Jared — eu disse. — Nós faremos uma viagem rápida para arrumar criotanques. Segure os outros. Diga-lhes... diga-lhes a verdade. Diga que eu o ajudarei a tirar a Buscadora daquele corpo.
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