terça-feira, março 18, 2014

Bem-sucedida


A Curandeira Urdidora do Fogo e Cerúlea entraram juntas pela porta. A Curandeira me passou um copo grande de água. Não senti tão gelado quanto o primeiro – minhas mãos estavam frias de medo agora. A mulher de pele escura tinha algo para mim também. Ela me passou um retângulo plano com um cabo.
— Eu achei que você gostaria de ver. — Urdidora do Fogo disse com um sorriso caloroso.
A tensão passou. Não havia suspeita ou medo. Só mais bondade de almas que dedicavam suas vidas à Cura.
Cerúlea me passou um espelho.
Eu me olhei nele e tentei suprimir meu arquejo de surpresa.
Meu rosto estava exatamente como eu me lembrava em São Diego. O rosto que eu não dava muito valor lá. A pele estava macia e rosada no lado direito. Se eu olhasse com cuidado, estava só um pouco mais clara e mais rosada que o bronzeado da outra bochecha.
Era o rosto que pertencia a Peregrina, a alma. Pertencia a esse lugar civilizado, onde não havia violência nem horror.
Eu percebi por que era tão fácil mentir para essas criaturas gentis. Porque parecia certo falar com elas, eu entendia a comunicação e as suas regras. As mentiras podiam ser... deviam ser verdades. Eu devia estar cumprindo meu Chamado em algum lugar, seja ensinando em alguma Universidade ou servindo comida em um restaurante. Uma vida fácil e pacífica, que contribuía para um bem maior.
— O que você acha? — a Curandeira perguntou.
— Eu pareço perfeita. Obrigada.
— O prazer foi todo meu em te curar.
Eu olhei para meu reflexo novamente, vendo detalhes além da perfeição. Meu cabelo estava bagunçado – sujo e com pontas irregulares. Não estava brilhante – o sabão caseiro e a má nutrição eram os culpados. Apesar de a Curandeira ter limpado o sangue do meu pescoço, eu ainda tinha umas manchas de poeira púrpura.
— Acho que é melhor eu encerrar a temporada de acampamento — murmurei. — Preciso me limpar.
— Você sempre acampa?
— Em todo o meu tempo livre ultimamente. Eu não consigo ficar longe do deserto.
— Você deve ser corajosa. Eu acho a cidade muito mais confortável.
— Não corajosa... só diferente.
No espelho, meus olhos eram familiares. Cinza escuro do lado de fora, um círculo de verde-musgo, e outro círculo castanho-caramelado em volta da pupila. Por baixo de tudo, um pálido vislumbre de prata que refletia a luz, ampliando-a.
Jamie?, Melanie perguntou com urgência, começando a se sentir nervosa. Eu estava confortável demais ali. Ela podia ver o caminho lógico a minha frente, e isso a assustava.
Eu sei quem sou, eu disse a ela.
Eu pisquei, então olhei para os rostos amigáveis ao meu lado.
— Obrigada. — Eu disse novamente a Curandeira. — Acho que é melhor eu ir.
— Está tarde. Você poderia dormir aqui se quiser.
— Eu não estou cansada. Eu me sinto... perfeita.
A Curandeira sorriu.
— É o efeito do Corta Dor.
Cerúlea me acompanhou até a recepção. Ela colocou a mão sobre meu ombro enquanto passávamos pela porta.
Meu coração bateu mais rápido. Teria ela notado que minha mochila, antes vazia, estava cheia agora?
— Seja mais cuidadosa querida. — Ela disse e deu tapinhas no meu braço.
— Eu serei. Nada de caminhadas no escuro.
Ela sorriu e voltou para sua escrivaninha.
Mantive o passo regular enquanto andava pelo estacionamento. Eu queria correr. E se a Curandeira olhasse no armário? Quanto tempo ela levaria para perceber que estava pela metade?
O carro ainda estava ali, na escuridão. Parecia vazio. Minha respiração ficou rápida e desigual. Claro que parecia vazio. Essa era a ideia. Mas meus pulmões não se acalmaram até eu poder ver a forma vaga por baixo do cobertor no banco traseiro.
Eu abri a porta e coloquei a mochila no banco do passageiro – ela se acomodou com um barulho tranquilizador de latas – então eu sentei e fechei a porta. Não havia razão para travar as portas. Eu ignorei o instinto de fazê-lo.
— Você está bem? — Jared sussurrou assim que a porta fechou. Sua voz estava abafada, ansiosa, contida.
— Shh — eu disse, mantendo meus lábios tão imóveis quanto pude. — Espere.
Eu dirigi pela entrada luminosa e acenei de volta quando Cerúlea me cumprimentou.
— Fazendo amigos?
Nós estávamos na rua escura agora. Ninguém me observava mais. Eu afundei mais no banco. Minhas mãos começaram a tremer. Agora eu podia permitir isso. Agora que havia conseguido.
— Todas as almas são amigas. — Eu disse a ele, usando meu tom de voz normal.
— Você está bem? — ele perguntou novamente.
— Estou curada.
— Deixe-me ver.
Eu estiquei o braço para trás para que ele pudesse ver a minúscula linha rosa. Ele arquejou surpreso.
O cobertor foi afastado, ele sentou e passou para o banco da frente, passando pelo espaço entre os dois bancos. Ele colocou a mochila no colo, testando seu peso.
Ele olhou para mim bem quando passávamos por um poste de luz, e então arquejou.
— Seu rosto!
— Foi curado também, naturalmente.
Ele ergueu uma mão, mantendo-a no ar perto da minha bochecha, inseguro.
— Dói?
— Claro que não. Nem parece que aconteceu alguma coisa com meu rosto.
Seus dedos tocaram a pele nova. Formigou, mas isso foi por causa do toque dele. Então ele estava de volta aos negócios.
— Suspeitaram de alguma coisa? Você acha que chamarão os Buscadores?
— Não. Eu disse que elas não suspeitariam. Elas nem conferiram meus olhos. Eu estava machucada, elas me curaram. — Eu dei de ombros.
— O que você pegou? — ele perguntou, abrindo o zíper da mochila.
— As coisas certas para Jamie... se voltarmos a tempo... — Eu espiei o relógio no painel automaticamente, apesar da hora que ele marcava não significar nada. — E mais para o futuro. Eu só peguei o que eu entendia.
— Nós vamos voltar a tempo. — Ele prometeu. Ele examinava os cilindros brancos. — Suavizar?
— Não é uma necessidade. Mas eu sei que funciona, então...
Ele acenou, remexendo mais no fundo da mochila. Ele murmurava os nomes para si mesmo.
— Corta Dor? Funciona?
Eu ri.
— É incrível. Se você se esfaqueasse, eu poderia te mostrar... Isso foi uma piada.
— Eu sei.
Ele estava me encarando com uma expressão que eu não entendi. Seus olhos muito arregalados, como se algo o tivesse surpreendido profundamente.
— O quê? — Minha piada não foi tão ruim assim.
— Você conseguiu. — Seu tom cheio de incredulidade.
— Não era essa a ideia?
— Sim, mas... acho que pensei que você não fosse conseguir.
— Não? Então por que... Por que me deixou tentar?
Ele respondeu em um tom suave de quase sussurro.
— Decidi que era melhor morrer tentando do que viver sem o garoto.
Por um momento minha garganta estava inchada de emoção. Mel estava tomada de emoção para falar. Nós éramos uma família naquele instante. Todos nós.
Eu limpei a garganta. Não havia necessidade de sentir algo que não daria em nada.
— Foi muito fácil. Provavelmente qualquer um de vocês poderia fazer isso, se agissem naturalmente. Ela olhou o meu pescoço. — Eu o toquei sem perceber. — Sua cicatriz é obviamente muito caseira, mas com os remédios que eu trouxe, Doc poderia consertar isso.
— Eu duvido que qualquer um de nós pudesse agir tão naturalmente.
Maneei a cabeça, concordando.
— Sim, é mais fácil para mim. Eu sei o que eles esperam. — Ri brevemente para mim mesma. — Eu sou uma deles. Se vocês confiassem em mim, eu provavelmente poderia conseguir qualquer coisa no mundo que vocês quisessem — ri novamente. Era só o estresse passando, me deixando aérea. Mas era engraçado para mim. Será que ele percebia que eu faria exatamente isso por ele? Qualquer coisa no mundo que ele quisesse?
— Eu confio em você — ele murmurou. — As nossas vidas, eu confio em você.
Ele havia confiado a mim todas aquelas vidas humanas. A dele, de Jamie, e de todo o resto.
— Obrigada — sussurrei de volta.
— Você conseguiu — ele repetiu maravilhado.
— Nós vamos salvá-lo.
Jamie vai viver, alegrou-se Mel. Obrigada, Peg.
Qualquer coisa por eles. Eu lhe disse, e então suspirei, pois aquilo era totalmente verdade.
Após amarrar os encerados quando alcançamos o deserto, Jared assumiu o volante. O caminho era familiar para ele, e ele dirigia mais rápido do que eu conseguiria. Ele me fez descer antes de colocar o carro naquele espaço impossivelmente pequeno embaixo da rocha. Esperei pelo som de metal contra pedra, mas Jared conseguiu.
E então estávamos de volta ao jipe e voando pela noite. Jared ria triunfante, enquanto nós cruzávamos o deserto, e o vento levava sua voz.
— Cadê a venda? — perguntei.
— Pra quê?
Eu o olhei.
— Peg, se você quisesse nos entregar, você teve a sua chance. Ninguém pode negar que você é uma de nós.
Eu pensei sobre isso.
— Eu acho que alguns poderiam. Faria eles se sentirem melhor.
— Eu acho que esses "alguns" precisam superar.
Eu estava sacudindo a cabeça agora, imaginando a recepção.
— Não vai ser fácil entrar. Imagine o que eles devem estar pensando agora. Pelo que eles estão esperando.
Ele não respondeu. Seus olhos se apertaram.
— Jared... se eles... se eles não escutarem... se não esperarem... — eu comecei a falar rápido, tentando passar todas as informações que eu pudesse antes que fosse tarde demais. — Dê a Jamie o Corta Dor primeiro, coloque embaixo da língua dele. Então o spray Limpar por Dentro, ele só precisa inalar. Você vai precisar de Doc para...
— Hey, ei! Você é que vai dar as instruções.
— Mas deixe-me dizer como...
— Não, Peg. Não vai acabar assim. Eu vou atirar em qualquer que encostar em você.
— Jared...
— Não entre em pânico. Eu vou mirar baixo, então você usa suas coisas para curá-los.
— Se isso é uma piada, não é engraçada.
— Não é piada, Peg.
— Cadê a venda?
Ele pressionou os lábios.
Mas eu tinha minha camisa velha – a que Jeb havia me dado. Ela serviria.
— Isso vai fazer as coisas mais fáceis para eles nos deixarem entrar. — Eu disse enquanto dobrava a camisa. — E isso significa chegar a Jamie mais rápido. — Eu a amarrei nos olhos.
Ficou quieto por um tempo. O jipe balançava pelo terreno irregular. Eu me lembrei de passeios noturnos assim de quando a Melanie era a passageira...
— Vou ir direto às cavernas. Há um lugar onde o jipe ficará bem escondido por um dia ou dois. Vai nos economizar tempo.
Eu concordei com a cabeça. Tempo era a chave agora.
— Quase lá. — Ele disse após um minuto. Ele exalou. — Eles estão esperando.
Eu ouvi ele se mover do meu lado, ouvi o barulho de metal quando ele pegou a arma do banco traseiro.
— Não atire em ninguém.
— Não prometo nada.
— Pare! — alguém gritou. O som se propagou na atmosfera vazia do deserto.
O jipe diminuiu e então parou em ponto morto.
— Somos só nós — Jared disse. — Sim, sim, olhem. Estão vendo? Ainda sou eu.
Houve hesitação do outro lado.
— Olhem... vou levar o jipe para dentro. Nós temos os remédios para Jamie, e nós estamos com pressa. Eu não ligo para o que vocês estejam pensando, vocês não vão ficar no meu caminho hoje.
O jipe voltou a se mover. O som mudou quando ele encontrou o esconderijo.
— Okay, Peg, está tudo bem. Vamos.
Eu já estava com a mochila nos ombros. Eu desci do jipe com cuidado, não sabendo onde era a parede.
Jared pegou minhas mãos que tateavam.
— Venha cá — ele disse, e me colocou no ombro de novo.
Eu não estava tão firme quanto antes. Ele só usava uma mão para me segurar. A outra devia estar segurando a arma. Eu não gostava disso. Mas eu estava preocupada o suficiente para ficar agradecida pelo fato quando eu ouvi passos correndo se aproximando.
— Jared, seu idiota — Kyle gritou. — O que você estava pensando?
— Pega leve, Kyle — Jeb disse.
— Ela está ferida? — Ian perguntou.
— Sai da frente — Jared disse, sua voz calma. — Eu estou com pressa. Peg está perfeitamente bem, mas ela insistiu em ser vendada. Como está Jamie?
— Quente — Jeb disse.
— Peg conseguiu o que ele precisa. — Nós nos movíamos mais rápido agora, descendo.
— Eu posso carregá-la — era Ian, claro.
— Ela está bem onde está.
— Eu estou realmente bem. — Eu disse a Ian, minha voz falhando com o movimento de Jared.
Eu soube quando estávamos na caverna principal – o coro de vozes raivosas em volta de nós.
— Saiam da minha frente — Jared rosnou por cima das vozes deles. — Doc está com Jamie?
Eu não consegui entender a resposta. Jared podia ter me colocado no chão, mas ele estava com muita pressa para perder o segundo.
As vozes irritadas ecoaram atrás de nós, o som diminuindo quando entramos em um túnel menor. Eu podia sentir onde estávamos agora, seguia as curvas em minha cabeça enquanto passávamos pelo entroncamento até o terceiro corredor. Eu quase podia contar as portas conforme elas passavam invisíveis por mim.
Jared parou num solavanco e deixou a parada súbita me escorregar pelos ombros dele. Meu pé tocou o chão. Ele arrancou a venda dos meus olhos.
Nosso quarto estava iluminado com várias lâmpadas azuis. Doc estava em pé rígido, como se tivesse acabado de se levantar. Ajoelhada ao lado dele, Sharon, sua mão ainda segurando um pano úmido na testa de Jamie. Seu rosto estava quase irreconhecível, de tão contorcido pela fúria. Maggie estava lutando para ficar de pé do outro lado de Jamie.
Jamie ainda deitado solto e vermelho, seus olhos fechados, seu peito mal se movendo para pegar o ar.
— Você! — Sharon sibilou, e arremessando-se da posição agachada. Como um gato, ela pulou em cima de Jared, suas unhas tentando alcançar o rosto dele.
Jared segurou as mãos dela e as torceu para longe dele, prendendo os braços dela nas costas.
Maggie parecia que estava prestes a se juntar a filha, mas Jeb se meteu na frente, ficando cara a cara com ela.
— Solte-a! — Doc gritou.
Jared o ignorou.
— Peg, cure-o!
Doc se moveu para se colocar entre mim e Jamie.
— Doc — engasguei. A violência no quarto, em volta do corpo de Jamie, me assustava. — Eu preciso da sua ajuda. Por favor. Por Jamie.
Doc não moveu seus olhos de Sharon e Jared.
— Vamos Doc — Ian disse. O pequeno quarto estava muito cheio, claustrofóbico, quando Ian entrou para ficar ao meu lado, com a mão em meu ombro. — Você vai deixar a criança morrer por orgulho?
— Não é orgulho. Você não sabe o que essas substâncias alienígenas farão com ele!
— Ele não pode ficar pior do que está, pode?
— Doc — eu disse. — Olhe para o meu rosto.
Doc não foi o único que respondeu ao meu convite. Jeb, Ian e até Maggie olharam, e então deram uma segunda olhada. Maggie olhou para longe rapidamente, com raiva por ter demonstrado interesse.
— Como? — Doc perguntou.
— Eu mostrarei. Por favor. Jamie não precisa sofrer.
Doc hesitou, encarando meu rosto, e então deu um grande suspiro.
— Ian está certo... ele não pode ficar muito pior. Se isso o matar... — Ele moveu os ombros para cima e então os deixou cair, derrotado. Ele deu um passo para trás.
— NÃO! — Sharon gritou.
Ninguém deu atenção a ela.
Eu me ajoelhei ao lado de Jamie, tirando a mochila das costas e a abrindo. Eu a revirei até encontrar o Corta Dor. Uma luz forte acendeu ao meu lado, apontando para o rosto de Jamie.
— Água. Ian?
Eu girei a tampa e peguei um dos pequenos pedaços de tecido. Quando abri a boca de Jamie, a pele queimou em minha mão. Eu coloquei o quadrado na sua língua e ergui a mão sem olhar para cima.
Ian colocou uma vasilha de água nela.
Com cuidado, entornei água o bastante para fazer o remédio descer pela garganta. O som dele engolindo era seco e doloroso.
Eu procurei freneticamente pela pequena garrafa spray. Quando eu a encontrei,tirei a tampa rapidamente e acionei o spray com um movimento rápido. Eu esperei, observando seu peito até ele inalar.
Eu toquei o seu rosto, e estava tão quente! Eu procurei pelo Refrescar, rezando para que fosse fácil de usar. Aberta a tampa, eu vi que o cilindro estava cheio de mais quadradinhos de papel de seda, dessa vez, azul-claros. Eu suspirei com alívio e coloquei um na língua de Jamie. Peguei a vasilha novamente e coloquei mais água na boca dele.
Ele engoliu mais rapidamente dessa vez, com menos esforço.
Outra mão tocou o rosto de Jamie. Eu reconheci os longos e ossudos dedos de Doc.
— Doc, você tem uma faca afiada?
— Tenho um bisturi. Você quer que eu abra o ferimento?
— Sim, para eu limpar.
— Eu pensei em fazer isso para drenar, mas a dor...
— Ele não vai sentir nada agora.
— Olhe o rosto dele — Ian se inclinou ao meu lado para sussurrar.
O rosto de Jamie não estava mais vermelho. Estava com um tom saudável bronzeado. O suor ainda brilhava na sua testa, mas eu sabia que eram vestígios da febre. Doc e eu tocamos sua testa ao mesmo tempo.
Está funcionando. Sim!, eu e Mel exultávamos.
— Maravilhoso — Doc murmurou.
— A febre abaixou, mas a infecção continua na perna. Me ajuda com o ferimento, Doc.
— Sharon, pegue a... — ele começou distraído. Então ele olhou para cima. — Oh. Hã, Kyle, você poderia pegar essa bolsa aí no seu pé?
Eu escorreguei para baixo, para ficar de frente para o corte vermelho e inchado. Ian redirecionou a luz para que eu pudesse ver claramente.
Doc e eu remexemos em nossas bolsas simultaneamente. Ele pegou um bisturi prateado que me arrepiou. Eu ignorei a sensação e peguei o spray maior de Limpar.
— Ele não vai sentir? — Doc perguntou. Hesitando.
— Hey — Jamie murmurou. Seus olhos bem abertos, olhando em volta no quarto até encontrar o meu rosto. — Hey, Peg. O que está acontecendo? O que todo mundo está fazendo aqui?

Nenhum comentário:

Postar um comentário