terça-feira, março 18, 2014
Desacreditada
Outro splash. O peso de Kyle ainda torturava meus braços.
— Peg? Peg?
— Me ajude! Kyle! O chão! Socorro!
Meu rosto estava pressionado contra a rocha, meus olhos voltados para a entrada da caverna. A luz brilhava lá em cima conforme o amanhecer se aproximava. Eu segurava minha respiração. Meus braços gritavam.
— Peg! Onde você está?
Ian apareceu pela porta, o rifle em sua mão, em posição. Seu rosto era a máscara de raiva que seu irmão tinha usado.
— Cuidado! — eu gritei para ele. — O chão está quebrando! Eu não vou conseguir segurá-lo por muito tempo!
Levou dois longos segundos para ele processar a cena que era tão diferente do que ele estava esperando – Kyle tentando me matar. A cena que ocorreu alguns segundos atrás. Então ele jogou a arma no chão e veio em minha direção com passos largos.
— Se abaixe, divida o peso!
Ele ficou de quatro e engatinhou até mim, seus olhos queimando na luz do amanhecer.
— Não solte! — ele avisou.
Eu gemi de dor.
Ele avaliou a situação durante mais um segundo, então deslizou seu corpo atrás do meu, me espremendo ainda mais contra a pedra. Seus braços eram mais compridos que os meus. Mesmo comigo no caminho, ele conseguiu colocar as mãos em volta do seu irmão.
— Um, dois, três — ele grunhiu.
Ele puxou Kyle para cima da pedra com muito mais firmeza do que eu. O movimento pressionou meu rosto contra a pilastra, o lado ruim contudo – bom, não podia ficar pior do que já estava.
— Eu vou puxar ele para esse lado. Você consegue se espremer e sair?
— Eu vou tentar.
Eu relaxei as mãos em Kyle, sentindo meus ombros doerem de alívio, me certificando de que Ian o tinha firme. Então me espremi entre Ian e a coluna, com cuidado para não me colocar na parte perigosa do piso. Eu engatinhei para trás em direção da porta por alguns centímetros, pronta para segurar Ian se ele começasse a escorregar.
Ian balançou seu irmão inerte em direção a pilastra, levantando-o aos poucos. Mais pedaços do chão desabaram, mas as fundações da pilastra permaneceram intactas. Uma nova plataforma se formou em volta da coluna de pedra.
Ian se arrastou para trás como eu havia feito, puxando seu irmão consigo com pequenos puxões de músculo e força de vontade.
Em cerca de um minuto, nós três estávamos na boca do corredor, Ian e eu respirando com dificuldade.
— O que... diabos... aconteceu?
— Nosso peso... foi demais. O chão cedeu.
— O que você estava fazendo... na beirada... com Kyle?
Eu abaixei a cabeça me concentrando em respirar.
Bem, diga a ele.
O que irá acontecer?
Você sabe o que irá acontecer. Kyle quebrou as regras. Jeb vai atirar nele, ou eles vão expulsá-lo. Talvez Ian dê-lhe uma bela surra antes. Isso seria divertido de se ver.
Melanie não quis realmente dizer isso – eu achava que não pelo menos. Ela ainda estava com raiva de mim por arriscar nossas vidas para salvar nosso quase assassino.
Exatamente, eu disse a ela. E se eles expulsarem Kyle por minha causa... ou se o matarem... eu estremeci. Bem, você não vê que isso não faz sentido? Ele é um de vocês.
Nós temos uma vida aqui, Peg. Você está esquecendo-se disso.
É minha vida também. E eu sou... bem, eu sou eu.
Melanie grunhiu de desgosto.
— Peg? — Ian exigiu.
— Nada — murmurei.
— Você é uma péssima mentirosa. Você sabe disso, né?
Eu mantive a cabeça abaixada e respirei.
— O que ele fez?
— Nada — menti. Deploravelmente.
Ian pôs a mão sob meu queixo, erguendo meu rosto.
— Seu nariz está sangrando. — Ele virou minha cabeça para o lado. — E tem mais sangue no seu cabelo.
— Eu... bati a cabeça quando o chão cedeu.
— Dos dois lados?
Eu dei de ombros.
Ian me encarou por um longo momento. A escuridão do túnel escondia o brilho de seus olhos.
— Nós devíamos levar Kyle para Doc. Ele realmente bateu a cabeça forte quando caiu.
— Por que você está protegendo ele? Ele tentou te matar. — Era uma afirmação, não uma pergunta. Sua expressão passou lentamente de raiva para horror. Ele estava imaginando o que nós estávamos fazendo naquela parte instável – eu podia ver isso em seus olhos. Quando eu não respondi, ele falou novamente em um sussurro. — Ele ia jogar você no rio. — Um estranho tremor sacudiu seu corpo.
Ian tinha um braço em volta de Kyle – ele havia caído assim e parecia muito cansado para se mover. Então ele empurrou seu inconsciente irmão para longe dele com nojo. Ele se moveu em minha direção e pôs os braços em volta dos meus ombros. Me puxou para perto, contra seu peito – eu podia sentir sua respiração, inspirando e expirando. Eu me senti estranha.
— Eu devia rolar Kyle de volta para lá e chutá-lo eu mesmo para dentro do rio.
Eu sacudi a cabeça freneticamente, fazendo-a latejar dolorosamente.
— Não.
— Economiza tempo. Jeb deixou as regras bem claras. Se você tenta machucar alguém aqui, há penalidades. Haverá um tribunal...
Eu tentei me afastar dele, mas ele me segurou com mais força. Não era assustador como quando Kyle me agarrou. Mas era estranho, me desequilibrava.
— Não, você não pode fazer isso porque ninguém quebrou as regras. O chão desabou, isso é tudo.
— Peg...
— Ele é seu irmão.
— Ele sabia o que estava fazendo. Ele é meu irmão, sim, mas ele sabia o que estava fazendo, e você é... você é.. minha amiga.
— Ele não fez nada. Ele é humano — suspirei. — Esse é o lugar dele, não meu.
— Nós não vamos ter essa discussão novamente. Sua definição de humano não é a mesma que a minha. Para você significa algo... negativo. Para mim, é um elogio – e pela minha definição, você é humana, e ele não. Não depois disso.
— Ser um humano não é negativo para mim. Eu conheço vocês agora. Mas, Ian, ele é seu irmão.
— Um fato que me envergonha.
Eu me afastei dele novamente. Dessa vez, ele deixou. Possivelmente por causa do gemido que escapou dos meus lábios quando eu movi a perna.
— Você está bem?
— Eu acho que sim. Nós temos que achar Doc, mas não sei se consigo andar. Eu... bati a perna quando caí.
Um rosnado passou por sua garganta.
— Qual perna? Deixe-me ver.
Eu tentei esticar minha perna machucada – a direita – e gemi de novo. Suas mãos começaram no meu tornozelo, testando os ossos, as juntas. Ele girou meu tornozelo cuidadosamente.
— Mais em cima. Aqui. — Eu ergui a mão dele até a parte de trás da minha coxa, pouco acima do joelho. Eu gemi novamente quando ele pressionou o local. — Não está quebrado nem nada, eu acho. Só dói muito.
— No mínimo, uma contusão muscular. E como isso aconteceu?
— Eu devo ter... batido em uma rocha quando caí.
Ele suspirou.
— Ok, vou te levar a Doc.
— Kyle precisa mais do que eu.
— Eu preciso encontrar Doc primeiro – ou alguma ajuda. Eu não vou conseguir carregar Kyle, mas eu certamente consigo carregar você. Opa, aguenta ai.
Ele se virou abruptamente e foi para o cômodo com o rio novamente. Eu decidi que não discutiria com ele. Eu queria ver Walter antes... Doc prometeu esperar por mim. Aquela primeira dose de morfina passaria logo? Minha cabeça girava. Havia tanto com o que se preocupar, e eu estava tão cansada. A adrenalina tinha saído do meu sangue, me deixando vazia.
Ian voltou com a arma. Eu franzi a testa lembrando de como eu desejei por ela antes. Não gostei.
— Vamos.
Sem pensar, ele me deu a arma. Eu deixei-a cair em minhas palmas abertas, mas eu não conseguia fechar a mão e segurá-la. Eu decidi que era uma punição apropriada... ter que carregar a coisa.
Ian riu.
— Como alguém pode ter medo de você...? — ele murmurou para si mesmo.
Ele me pegou facilmente e estava andando antes que eu pudesse me ajeitar. Eu tentei evitar que as partes mais sensíveis – minha cabeça e perna – se apoiassem nele com muita força.
— Como suas roupas ficaram tão molhadas? — ele perguntou. Nós estávamos passando um dos buracos maiores no teto e eu pude ver um meio sorriso agourento em seus lábios pálidos.
— Eu não sei — murmurei. — Vapor?
Nós passamos pela escuridão novamente.
— Você está sem um sapato.
— Oh.
Nós passamos por outro pedaço iluminado e seus olhos brilharam num azul-safira. Eles estavam sérios agora, me olhando.
— Eu estou... muito feliz de que você não tenha se machucado, Peg. Não tenha se machucado ainda mais, quero dizer.
Eu não respondi, temendo dar algo que ele pudesse usar contra Kyle.
Jeb nos encontrou antes de alcançarmos a grande caverna. Havia luz suficiente para eu ver o brilho de curiosidade em seus olhos quando ele me viu nos braços de Ian, o rosto sangrando, a arma frouxa em minhas mãos abertas.
— Você estava certo, então — Jeb adivinhou. A curiosidade era forte, mas a dureza em suas palavras mais forte ainda. Sua mandíbula estava pressionada forte sob a barba. — Eu não ouvi um tiro. Kyle?
— Inconsciente. — Eu disse apressada. — Você precisa avisar todo mundo – parte do piso ruiu no cômodo dos rios. Eu não sei o quão estável está agora. Kyle bateu a cabeça com força tentando sair do caminho. Ele precisa de Doc.
Jeb ergueu uma sobrancelha tão alto que quase tocou a bandana na testa.
— Essa é a história — Ian disse, não fazendo esforço para esconder a dúvida. — E ela aparentemente vai mantê-la.
Jeb riu.
— Deixe-me tirar isso das suas mãos. — Ele disse para mim.
Eu deixei ele pegar a arma de boa vontade. Ele riu novamente da minha expressão.
— Eu vou achar Andy e Brandt para me ajudar com Kyle. Nós os seguiremos brevemente.
— Fique de olho nele quando ele acordar — Ian disse em um tom duro.
— Pode deixar.
Jeb foi procurar mais mãos para ajudar. Ian me levou para a caverna-hospital.
— Kyle pode estar seriamente machucado... Jeb devia se apressar.
— A cabeça de Kyle é mais dura do que qualquer rocha nesse lugar.
O longo túnel parecia ainda mais longo que o normal. Estaria Kyle morrendo apesar dos meus esforços? Estaria ele consciente novamente e procurando por mim? E Walter? Ele ainda estava dormindo... ou morto? A Buscadora já havia desistido da busca ou ela voltaria agora que estava claro de novo?
Jared ainda está com Doc? Mel acrescentou suas perguntas às minhas. Ele vai ficar com raiva quando te ver? Ele vai me reconhecer?
Quando nós alcançamos a caverna sul, Jared e Doc não pareciam ter se movido muito. Eles estavam inclinados contra a mesa de Doc, lado a lado. Estavam quietos enquanto nos aproximávamos. Eles não estavam falando, só observando Walter dormir.
Eles encararam com olhos arregalados quando Ian me carregou para a luz e me deitou na maca perto da de Walter. Ele esticou minha perna direita cuidadosamente.
Walter estava roncando. O som acalmou um pouco a minha tensão.
— O que foi agora? — Doc perguntou irritado.
Ele estava inclinado sobre mim assim que as palavras saíram, limpando o sangue na minha bochecha.
O rosto de Jared estava congelado de surpresa. Ele estava sendo cuidadoso, não deixando sua expressão revelar nada mais do que isso.
— Kyle — Ian respondeu ao mesmo tempo em que eu disse:
— O chão...
Doc nos olhava confuso.
Ian suspirou e revirou os olhos. Distraído ele colocou uma mão na minha testa.
— O piso ruiu próximo ao buraco do primeiro rio. Kyle caiu e bateu a cabeça em uma rocha. Peg salvou sua vida miserável. Ela diz que caiu também, quando o piso cedeu. — Ian deu a Doc um olhor significativo. — Alguma coisa — ele disse sarcasticamente — esmagou a parte de trás da cabeça dela.
Ele começou a listar.
— Seu nariz está sangrando, mas não quebrou. Ela está com alguns ferimentos musculares aqui. — Ele tocou minha coxa dolorida. — Joelhos muito ralados, o rosto dela também, mas acho que isso foi eu que fiz tentando puxar Kyle. Não devia ter me incomodado — Ian murmurou essa última parte.
— Algo mais? — Doc perguntou. Nesse exato momento, seus dedos, ainda examinando, tocaram o lugar onde Kyle havia me dado o soco. Eu gemi.
Doc ergueu minha camisa e eu ouvi Ian e Jared sibilarem com a visão do ferimento.
— Deixa eu adivinhar — Ian disse em uma voz gélida. — Você caiu em uma rocha.
— Adivinhou — concordei sem fôlego. Doc ainda estava tocando nas laterais, e eu estava tentando segurar o choro.
— Pode ter quebrado uma costela, não tenho certeza — Doc murmurou. — Eu gostaria de poder te dar algo para a dor...
— Não de preocupe com isso Doc — interrompi. — Eu estou bem. Como está Walter? Ele acordou?
— Não, vai levar um tempo até a o efeito da morfina passar — Doc disse. Ele pegou a minha mão e começou a dobrar meu pulso, meu cotovelo.
— Eu estou bem.
Seus olhos gentis estavam suaves quando encontrou os meus.
— Você vai ficar. Só tem que descansar um pouco. Eu vou ficar de olho em você. Aqui, vire a cabeça.
Eu fiz o que ele dizia, e então me encolhi enquanto ele examinava meu machucado.
— Aqui não — Ian murmurou.
Eu não podia ver Doc, mas Jared lançou um olhar afiado para Ian.
— Eles estão trazendo Kyle. Não vou deixar os dois no mesmo cômodo.
Doc acenou.
— Provavelmente é sensato.
— Eu vou arrumar um lugar para ela. Vou precisar que você fique de olho enquanto Kyle estiver aqui... até decidirmos o que fazer com ele.
Eu comecei a falar, mas Ian colocou seus dedos sobre meus lábios.
— Ok — Doc concordou. — Eu o amarro se for necessário.
— Se for necessário. Tudo bem nós a movermos? — Ian olhou para o túnel, seu rosto ansioso.
Doc hesitou.
— Não — eu murmurei, os dedos de Ian ainda tocando minha boca. — Walter. Eu quero estar aqui para ajudar Walter.
— Você já salvou todas as vidas que podia hoje, Peg — Ian disse, sua voz gentil e triste.
— Eu quero... dizer adeus
Ian concordou com a cabeça. Então olhou para Jared.
— Eu posso confiar em você?
O rosto de Jared brilhou de raiva. Ian ergueu a mão.
— Eu não quero deixá-la desprotegida enquanto procuro um lugar seguro para ela — Ian disse — não sei se Kyle vai estar consciente quando chegar. Se Jeb atirar nele, isso vai perturbá-la. Mas você e Doc serão capazes de lidar com ele. Eu não quero que Doc fique sozinho e force a mão de Jeb.
Jared falou entre dentes apertados.
— Doc não estará sozinho.
Ian hesitou.
— Ela passou o inferno nesse últimos dias. Lembre-se disso.
Jared assentiu, os dentes ainda apertados.
— Eu estarei aqui — Doc lembrou Ian.
Ian olhou em seus olhos.
— Okay. — Ele se inclinou sobre mim, e seu olhos luminosos encontraram os meus. — Eu voltarei logo. Não fique com medo.
— Não estou.
Ele se abaixou e beijou minha testa. Ninguém ficou mais surpreso que eu, apesar de eu ter ouvido Jared ofegar baixinho. Eu estava boquiaberta quando Ian se levantou e saiu quase correndo.
Eu ouvi Doc puxar ar pelos dentes, como se assobiasse para dentro.
— Bem... — ele disse.
Ambos me encararam por um longo momento. Eu estava tão cansada e dolorida que mal me importei com o que eles estavam pensando.
— Doc... — Jared começou a dizer algo em um tom urgente, mas um grito vindo do túnel o interrompeu.
Cinco homens lutavam para passar pela abertura. Jeb na frente segurava a perna esquerda de Kyle. Wes segurava a direita, e atrás deles, Andy e Aaron tentavam segurar o tronco. A cabeça de Kyle estava apoiada no ombro de Andy.
— Minha nossa, como ele é pesado — Jeb resmungou.
Jared e Doc foram ajudar. Após alguns minutos de grunhidos e xingamentos, Kyle estava deitado em uma maca a alguns centímetros de mim.
— Por quanto tempo ele está apagado, Peg? — Doc me perguntou. Ele levantou a pálpebra de Kyle deixando a luz do sol iluminar suas pupilas.
— Hmm... — pensei rapidamente. — O tempo que estou aqui, os dez minutos, mais ou menos, que Ian levou para me trazer até aqui e talvez mais cinco minutos antes disso.
— Uns 20 minutos, você diria?
— É, próximo disso.
Enquanto nós conversávamos, Jeb fez seu próprio diagnóstico. Ninguém prestou a menor atenção quando ele se aproximou da cabeça de Kyle. Ninguém prestouatenção – até que ele virou uma garrafa de água na cara dele.
— Jeb — Doc reclamou, afastando sua mão.
Mas Kyle se mexeu e piscou, e então gemeu.
— O que aconteceu? Aonde a coisa foi? — Ele começou a mudar de posição, tentando olhar em volta. — O chão... está movendo...
A voz de Kyle me fez agarrar os lados da minha maca e pânico passou pelo meu corpo. Minha perna doeu. Será que eu conseguiria sair daqui mancando?
— Tá tudo bem. — Alguém murmurou. Não alguém. Eu sempre reconheceria essa voz.
Jared se moveu para ficar entre a minha maca e a de Kyle, de costas para mim, seus olhos no homem enorme. Kyle virava sua cabeça de um lado para o outro, gemendo.
— Você está segura — Jared disse em uma voz baixa. Ele não olhou para mim. — Não precisa ficar com medo.
Eu respirei fundo.
Melanie queria tocar ele. Sua mão estava perto da minha, descansando na maca.
Por favor, não, eu disse a ela. Meu rosto já dói o bastante assim.
Ele não vai te bater,
Isso é o que você acha. Eu não estou disposta a arriscar.
Melanie suspirou, ela estava louca para se aproximar dele. Não seria tão difícil de suportar se eu não estivesse querendo também.
Dê tempo a ele, eu implorei. Deixe que ele se acostume conosco. Espere até ele realmente acreditar.
Ela suspirou de novo.
— Ah, inferno! — Kyle resmungou. Meu olhar voou para ele ao ouvir sua voz. Eu só podia ver os olhos brilhantes me encarando por baixo do cotovelo de Jared . — Essa coisa não caiu! — Ele reclamou.
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