terça-feira, março 18, 2014
Tocada
— O que acho sobre o quê?
— Sobre a nossa... conversa lá fora — Ian esclareceu.
O que eu pensava sobre isso? Eu não sabia.
De alguma forma Ian era capaz de ver as coisas da minha perspectiva, sob minha perspectiva alienígena. Ele pensava que eu tinha conquistado o direito de ter a minha vida.
Mas ele estava... com ciúme? De Jared?
Ele sabia o que eu era. Ele sabia que eu era só uma pequena criatura enfiada no cérebro de Melanie. Uma lacraia, como Kyle tinha dito. No entanto, até mesmo Kyle achava que Ian estava “a fim” de mim. De mim? Isso não era possível.
Ou ele queria saber o que eu pensava sobre Jared? Meus sentimentos acerca do experimento? Mias detalhes sobre minha resposta ao contato físico? Estremeci.
Ou meus pensamentos sobre Melanie? O que Melanie pensava da conversa deles? Se eu concordava com Jared sobre as coisas dela?
Eu não sabia o que pensar. Sobre nada disso.
— Eu realmente não sei. — Eu disse.
Ele concordou.
— Isso é compreensível.
— Só porque você é muito compreensível.
Ele sorriu para mim. Era estranho como seus olhos podiam ser quentes e calorosos. Especialmente com uma cor mais para o gelo do que para o fogo. Eles estavam bem calorosos no momento.
— Eu gosto muito de você Peg.
— Eu estou começando a ver isso. Acho que sou meio lenta.
— É uma surpresa para mim também.
Ambos pensamos nobre isso.
Ele pressionou os lábios.
— E... imagino... que essa é uma das coisas que você não sabe o que pensar?
— Não. Quero dizer, sim. Eu... não sei. Eu...eu...
— Está tudo bem. Você não teve tempo para pensar sobre isso. E deve ser... estranho.
Concordei com a cabeça.
— Sim, mais do que estranho. Impossível.
— Diga-me uma coisa — Ian disse após um instante.
— Se eu souber a resposta.
— Não é uma pergunta difícil.
Ele não perguntou imediatamente. Em vez disso, ele esticou os braços e pegou minha mão. Ele a segurou em suas duas mãos por um momento e então passou o dedo de sua mão esquerda lentamente para cima até o ombro e lentamente a desceu novamente. Ele olhava para minha pele e não para o meu rosto, vendo o arrepio que havia se formado no caminho de seus dedos.
— Isso é bom ou ruim para você? — ele perguntou.
Ruim, Melanie insistiu.
Mas não dói, protestei.
Não é isso que ele está perguntando. Quando ele diz "bom"... ah, parece que eu estou falando com uma criança!
Eu não tenho nem um ano de idade, você sabe. Ou agora já tenho? Eu me distraí tentando lembrar que dia era hoje.
Melanie não se distraiu. Bom, para ele, quer dizer como quando Jared nos toca. A memória que ela providenciou não era uma da caverna. Era no cânion, Jared estava atrás dela e suas mãos acariciavam seus braços até a cintura. Eu estremeci de prazer ao simples toque. Assim.
Aah.
— Peg?
— Melanie diz ruim — murmurei.
— O que você diz?
— Eu digo... eu não sei.
Quando eu consegui olhá-lo nos olhos, eles estavam mais calorosos do que eu esperava.
— Eu nem consigo imaginar o quanto isso tudo deve ser confuso para você.
Era reconfortante que ele entendesse.
— Sim. Eu estou confusa.
Sua mão subiu e desceu no meu braço novamente.
— Você quer que eu pare?
Eu hesitei.
— Sim — decidi. — Isso... que você está fazendo... faz ficar difícil pensar. E Melanie está com raiva de mim. Isso também faz ficar difícil pensar.
Eu não estou com raiva de você. Diga a ele para ir embora.
Ian é meu amigo. Eu não quero que ele vá.
Ele se afastou, cruzando os braços sobre o peito.
— Imagino que ela não nos daria um minuto sozinhos, daria?
Eu ri.
— Eu duvido.
Ian inclinou a cabeça para o lado, sua expressão especulativa.
— Melanie Stryder? — ele chamou, dirigindo-se a ela.
Nós duas nos surpreendemos.
Ian continuou.
— Eu gostaria de ter uma chance de conversar com Peg em particular, se você não se importa. Há alguma forma de isso ser feito?
Que cara de pau! Diz pra ele que sem chance! Eu não gosto desse cara.
Meu nariz enrugou.
— O que ela disse?
— Ela disse não — tentei dizer as palavras gentilmente, da melhor forma possível. — E ela disse que não... gosta de você.
Ian riu.
— Eu posso respeitar isso. Eu posso respeitar ela. Bem, valeu a pena tentar.
Ele suspirou.
— Dificulta um pouco as coisas, sabe? Ter uma plateia.
Que coisas?, Mel rosnou.
Eu fiz uma careta. Eu não gostava de sentir a raiva dela. Era tão mais forte que a minha...
Pois trate de se habituar.
Ian colocou a mão em meu rosto.
— Eu vou deixar você pensar sobre essas coisas, certo? Então você pode decidir como você se sente.
Eu tentei ser objetiva sobre aquela mão. Era macia contra minha pele. Eu achei... gostoso. Não como quando Jared me tocava. Mas diferente também de quando Jamie me abraçava. Outra coisa.
— Pode levar um tempo. Nada disso faz muito sentido, sabe — eu lhe disse.
Ele sorriu.
— Eu sei.
Eu percebi, quando ele sorriu, que eu queria que ele gostasse de mim. O resto – a mão no meu rosto, os dedos no meu braço – eu não tinha certeza sobre aquilo. Mas eu queria que ele gostasse de mim, e pensasse coisas boas de mim. Razão pela qual eu tinha que dizer a verdade.
— Você não se sente assim por mim, sabe? — murmurei. — É esse corpo... Ela é atraente, não é?
Ele acenou.
— É sim. Melanie é uma garota muito atraente. — Sua mão se moveu para o lado ruim do meu rosto, acariciando-o com dedos gentis. — Apesar do que fizemos com o rosto dela.
Normalmente, eu teria negado aquilo automaticamente. Teria lembrado-lhe que os ferimentos no meu rosto não era culpa dele. Mas eu estava tão confusa que minha cabeça girava e eu não conseguia formar uma frase coerente.
Por que me incomodava o fato de ele achar Melanie era bonita?
Boa pergunta. Meus sentimentos não eram claros para ela também.
Ele afastou o meu cabelo da testa.
— Mas, por mais bonita que ela seja, ela é uma estranha para mim. Não é com ela que eu... me preocupo.
Isso me fez sentir melhor. O que era ainda mais confuso.
— Ian, você não... Ninguém nos separa da forma que devia. Nem você, nem Jamie, nem Jeb. — A verdade saiu num jorro, mais acalorada do que eu tencionava. — Você não poderia se importar comigo. Se você pudesse me segurar nas mãos, a mim, você ficaria enojado. Você me jogaria no chão e pisaria em cima.
Sua testa pálida franziu e suas sobrancelhas negras se uniram.
— Eu... não se eu soubesse que era você.
Eu ri sem humor.
— Como você saberia? Você não conseguiria nos diferenciar.
Os cantos de sua boca desceram.
— É só o corpo — repeti.
— Isso não é verdade — ele discordou. — Não é o rosto, mas as expressões nele. Não é a voz, mas o que você diz. Não é como você parece nesse corpo, mas o que você faz com ele. Você é linda.
Ele se moveu para frente enquanto falava, se ajoelhando ao lado da cama onde eu estava deitada e pegando minha mão entre as suas.
— Eu nunca conheci ninguém como você.
Eu dei uma risada nervosa.
— Nisso eu acredito. Dormir com o inimigo nunca é um comportamento popular numa guerra.
A testa de Ian enrugou-se outra vez, então voltou ao normal.
— Peg, se tivéssemos outras almas prisioneiras aqui, o que elas teriam feito?
Eu pensei na questão.
— Teriam... tentado fugir. Avisar as outras almas. É tudo com o que teriam se preocupado.
Ian acenou.
— Então, se eu tentasse conhecer outra alma, seria diferente. Você é única.
Mesmo que ele estivesse certo, essa não era realmente a questão.
Dei um suspiro.
— Ian, e se eu tivesse vindo aqui com corpo da Magnolia?
Ele fez uma careta e riu.
— Okay. Essa é uma boa pergunta. Eu não sei.
— Ou com o de Wes?
— Mas você é mulher – você mesma é.
— E sempre pedi o equivalente a isso nos planetas em que vivi. Me parecia mais... apropriado. Mas eu podia ser colocada em um corpo masculino e funcionaria tão bem quanto.
— Mas você não está em um corpo de homem.
— Viu? Essa é a questão. Corpo e alma. No meu caso, duas coisas diferentes.
— Eu não ia querer o corpo sem você.
— Você não ia me querer sem ele.
Ele tocou minha bochecha novamente e deixou a mão lá, seu dedão embaixo da minha mandíbula.
— Mas esse corpo é parte de quem você é. E, a menos que você mude de ideia e nos entregue, é quem você será para sempre.
Ah, a finitude das coisas. Sim, eu morreria nesse corpo. A morte final.
E eu nunca viverei nele novamente, Melanie suspirou.
Não é como nenhuma de nós planejou o futuro né?
Não. Nenhuma de nós planejava não ter futuro.
— Mais uma conversa interna? — Ian adivinhou.
— Nós estamos pensando em nossa mortalidade.
— Você poderia viver para sempre se nos deixasse.
— É, poderia — suspirei. — Sabe, vocês humanos, tem a vida mais curta do que qualquer espécie que vivi, exceto as aranhas. Vocês tem tão pouco tempo.
— Você não acha então que... — Ian pausou e se aproximou se mim, e tudo o que eu podia ver era seu rosto, apenas neve, safira e sombra. — Que talvez devesse aproveitar ao máximo o tempo que tem? Que deveria viver enquanto está viva?
Eu não percebi o que aconteceria como aconteceu com Jared. Ian não era familiar para mim. Melanie percebeu o que ele ia fazer antes de mim, um segundo antes dos lábios dele tocarem os meus.
Não!
Não era como beijar Jared. Com Jared não tinha muito pensamento, só desejo. Nenhum controle. Uma faísca sobre a gasolina – inevitável. Com Ian, eu não sabia o que eu sentia. Tudo estava misturado e confuso.
Seus lábios eram macios e mornos. Ele os pressionou levemente contra os meus e os moveu para os lados nos cantos dos meus lábios.
— Bom ou ruim? — ele murmurou contra minha boca.
Ruim! Ruim! Ruim!
— Eu... eu não consigo pensar. — Quando eu movi minha boca para falar ele moveu a dele junto.
— Isso parece... bom.
Sua boca pressionou a minha com um pouco mais de força agora. Ele pegou meu lábio inferior entre os lábios dele e puxou levemente.
Melanie queria bater nele – tanto quanto ela quis socar Jared. Ele queriaempurrar e chutar a cara dele. A imagem era tão horrível. Totalmente conflitante com a sensação do beijo de Ian.
— Por favor — murmurei.
— O quê?
— Por favor pare. Eu não consigo pensar. Por favor.
Ele se afastou na hora.
— Okay — ele disse o tom de voz cuidadoso.
Eu pressionei minhas mãos contra o meu rosto, tentando aplacar a raiva de Melanie.
— Bem, pelo menos ninguém me deu um soco.
— Ela queria fazer bem mais do que isso. Ugh. Eu não gosto quando ela fica com raiva. Dói minha cabeça. Raiva é algo tão... feio.
— Por que ela não me bateu?
— Por que eu não perdi o controle. Ela só se liberta quando eu estou... exaltada.
Ele observava enquanto eu massageava minha testa.
Acalme-se, implorei. Ele não está mais me tocando.
Ele esqueceu que eu estou aqui? Ele se importa? Essa sou eu. Sou eu!!
Eu tentei explicar.
E quanto à você? Já esqueceu Jared?
Ela jogou as memórias sobre mim como ela fazia no início, só que dessa vez eram como flechas. Mil golpes do sorriso dele, seus olhos, seus lábios nos meus, suas mão na minha pele...
Claro que não. Você já esqueceu que não quer que eu o ame?
— Ela está falando com você?
— Gritando comigo — corrigi.
— Agora eu consigo perceber. Dá para ver você se concentrando na conversa. Eu nunca notei antes.
— Ela não é sempre falante assim.
— Eu lamento Melanie — ele disse. — Eu sei que isso deve ser horrível para você.
Novamente ela se visualizou metendo o pé no nariz esculpido dele, deixando-o torto como o de Kyle. Diga a ele que eu não quero as desculpas dele.
Eu me encolhi.
Ian deu um meio sorriso, fez uma careta.
— Ela não aceita.
Eu acenei com a cabeça.
— Então ela consegue se libertar? Se você estiver exaltada?
Eu sacudi os ombros.
— Às vezes, se ela me pega de surpresa e eu estiver mais... emotiva. Emoções dificultam a concentração. Mas parece estar mais difícil para ela ultimamente. É como se a porta entre nós estivesse trancada. Eu não sei por quê. Eu tentei deixar ela sair quando Kyle... — parei de falar, pressionando os dentes juntos.
— Quando Kyle tentou te matar — ele completou. — Você a queria livre? Por quê?
Eu só o encarei.
— Para lutar com ele? — ele adivinhou.
Eu não respondi.
Ele suspirou.
— Okay. Não diga nada. Por que você acha que a... porta está trancada?
Eu franzi a testa.
— Eu não sei. Talvez seja a passagem do tempo... Isso nos preocupa.
— Mas ela se libertou antes, para bater em Jared.
— É — estremeci com a lembrança do meu punho acertando a mandíbula dele.
— Devido ao fato de você estar exaltada e emotiva?
— Sim.
— O que ele fez? Só te beijou?
Eu acenei.
Ian se moveu incomodado, seus olhos se estreitando.
— O que? — perguntei. — O que foi?
— Quando Jared te beija você fica... exaltada.
Eu o encarei, preocupada com a expressão no rosto dele. Melanie gostou.Isso mesmo!
Ele suspirou.
— E quando eu te beijo... você não tem certeza se gosta. Nada de exaltação.
— Oh — Ian estava com ciúme. Como esse mundo era estranho. — Desculpe.
— Não se desculpe. Eu disse que te daria tempo, e não me importo de esperar você pensar. Eu não me importo mesmo.
— Com o que você se importa? — Por que havia alguma coisa que o incomodava e muito.
Ele respirou fundo e soltou o ar lentamente.
— Eu vi o quanto você ama Jamie. Isso já estava bem óbvio. Eu acho que devia saber que você ama Jared também. Você ama os dois da forma que Melanie ama. Jamie como um irmão. E Jared...
Ele não olhava para mim, mas para a parede atrás de mim. Eu tive que desviar o olhar também. Eu encarei a luz no chão.
— O quanto disso é da Melanie? — ele quis saber.
— Eu não sei. Importa?
Eu mal ouvi a resposta dele.
— Sim, importa para mim. — Sem olhar para mim ou parecer perceber o que ele estava fazendo, Ian pegou minha mão de novo.
Ficou muito quieto por um minuto. Até Melanie estava quieta. Isso era bom.
Então, como se algum botão houvesse sido apertado, Ian estava de volta ao normal novamente. Ele riu.
— O tempo está ao meu lado. — Ele disse sorrindo. — Nós temos o resto de nossas vidas aqui. Um dia você vai se perguntar o que diabos você viu nele.
Vai sonhando.
Eu ri com ele, feliz por ele estar fazendo piadas novamente.
— Peg? Peg, posso entrar?
A voz de Jamie veio do início do corredor acompanhada de seus passos correndo.
— Claro, Jamie.
Eu já tinha minha mão erguida para ele entes mesmo dele passar pela porta; eu não o tinha visto muito ultimamente. Inconsciente ou enferma. Eu não estive livre para ficar procurar ele.
— Oi Peg! Oi Ian! — Jamie era todo sorrisos. Seu cabelo bagunçado balançava enquanto ele se movia. Ele foi em direção a minha mão esticada, mas Ian estava no caminho. Então ele sentou na ponta do colchão descansando a mão no meu pé. — Como você está se sentindo?
— Melhor.
— Com fome? Tem bife hoje e milho na espiga! Eu posso te arrumar um pouco.
— Eu estou bem por agora. Como você está? Eu não tenho te visto muito ultimamente.
Jamie fez uma careta.
— Sharon me deu detenção.
Eu sorri.
— O que você fez?
— Nada. Eu fui totalmente injustiçado. — Sua expressão inocente estava um pouco forçada demais, e ele rapidamente mudou de assunto. — Adivinha? Jared estava dizendo no almoço que ele não achava justo você ter que se mudar do quarto que você estava acostumada. Ele disse que nós não estávamos sendo bons anfitriões. Ele disse que você devia voltar e ficar comigo. Isso não é ótimo? Eu perguntei a ele se eu podia vir te contar imediatamente, e ele disse que era uma boa ideia. Ele disse que você estaria aqui.
— Aposto que disse — Ian murmurou.
— Então o que você acha, Peg? A gente volta a ser companheiros de quarto!
— Mas Jamie, onde Jared vai ficar?
— Espera – deixa eu adivinhar — Ian interrompeu. — Eu aposto que ele disse que o quarto era grande o bastante para vocês três. Acertei?
— Sim. Como você sabia?
— Palpite.
— Isso é bom, não é, Peg? Será como era antes de nós virmos para cá.
Parecia que uma lâmina estava passando entre minhas costelas quando ele disse isso – uma dor muito precisa e afiada para ser comparada com um golpe.
Jamie analisou minha expressão torturada com alarme.
— Oh, não, eu quis dizer com você também. Nós quatro.
Eu tentei rir apesar da dor. Não doía mais do que não rindo.
Ian apertou minha mão.
— Nós quatro — resmunguei. — Excelente.
Jamie subiu pelo colchão passando por Ian para poder me abraçar pelo pescoço.
— Desculpe; não fique triste.
— Não se preocupe com isso.
— Você sabe que eu amo você também.
As emoções desse planeta são tão afiadas e agudas. Jamie nunca havia dito isso para mim. Todo o meu corpo ficou alguns graus mais quente.
Tão agudas, Melanie concordou, se encolhendo com sua própria dor.
— Você vai voltar? — Jamie implorou contra meus ombros.
Eu não consegui responder imediatamente.
— O que a Mel quer? — ele perguntou.
— Ela quer viver com você — murmurei. Eu não precisava confirmar com ela para saber disso.
— E o que você quer?
— Você quer que eu viva com você?
— Você sabe que eu quero Peg, por favor.
Eu hesitei.
— Por favor.
— Se é o que você quer Jamie, então okay.
— Woo hoo! — Jamie gritou em meu ouvido. — Legal! Eu vou ir avisar Jared! Vou pegar comida também. — Ele já estava de pé, sacudindo o colchão tanto que eu senti nas costelas.
— Okay.
— Você quer algo Ian?
— Claro garoto. Diga a Jared que ele devia ter vergonha.
— Hã?
— Esquece. Vai pegar algo para Peg comer.
— Claro. E eu vou pedir a Wes pela cama extra. Kyle pode voltar para cá, e tudo vai ficar como devia.
— Perfeito — Ian disse, e apesar de eu não estar olhando para seu rosto, sabia que ele estava revirando os olhos.
— Perfeito — murmurei, e senti a lâmina novamente.
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